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25.6.08

Paciência...


Essa palavrinha é difícil de experimentá-la... Ela tem duplo sentido, mas a grande verdade é que existem momentos na nossa vida, que nada podemos fazer a não ser ter paciência. É um aprendizado, requer equilíbrio, bom senso e calma. Precisamos nos limitar a insignificância que temos, frente aos movimentos do mundo. Nada, absolutamente nada do que pensamos em poder fazer, podemos fazer de fato. Existem momentos, que simplesmente não podemos interferir que eles aconteçam. Impedir, seria um desastre, pois eliminaríamos a questão do curso da vida. Ficamos de espectadores, esperando que o filme passe à nossa frente, enquanto gravamos outra cena, do mesmo filme. O nosso filme, e o filme de alguém da qual fazemos parte do roteiro. Uma coisa me faz pensar nessa tarde fria de São Paulo: existem momentos que precisamos agir, e momentos que precisamos esperar. A sanidade, vem do instante em que optamos. Nesse momento e nessa situação do curso da vida em que me encontro, a melhor opção é ter paciência e esperar e não influenciar ou tentar influenciar decisões que não me cabem.
Espero do fundo de meu coração que as coisas aconteçam da melhor forma, para que o equilíbrio sempre seja constante.
Porém, uma coisa me deixa muito, mas muito serena: a habilidade de alguém em ser verdadeiro e transparente. Doa a quem doer.
Ter o privilégio de conviver com alguém assim, traz uma força gigante. Não há sustos. Não há surpresas ruins. Só boas.
Só traz, apesar de um aperto pequeno dentro do peito - pela possibilidade de você não ter a oportunidade de conhecer mais de alguém que te despertou interesse e te trouxe paz - uma grande tranquilidade por você saber exatamente o que está acontecendo dentro do turbilhão de pensamentos dessas pessoas. Você não ilude e não é iludido. Mas sente o coração sair pela boca, senão a vida da gente fica chata. De novo a coisa do nada morno: ou quente ou frio - o morno me enjoa!
Desfrutar da vida, é isso. Saber caminhar calmamente sobre ela...enquanto você espera um futuro que não pode construir a não ser com as suas e mais mãos. Não me refiro ao futuro que depende só da gente. Falo do futuro desconhecido, que vai virando presente a cada esquina da vida. A rua pode ser curta, ou longa. Mas será sempre uma rua, e sempre haverá um ponto de chegada. Ou de partida para outra esquina.

É a vida! Paciência!

(foto: flickr - álbum de dani davanso.)

10.6.08

Momentos de Vida



É tempo de voltar a cuidar de coisas importantes para mim, que por pura falta de tempo deixei de fazer...
Movimentos de vida, movimentos internos, essa atualmente quase morena que escreve, mas sempre quase loira, tem feito coisas bastantes interessantes e conhecido gente. Gentão, gentinha, gente de toda a espécie!

Mas todos os reflxos são de uma vida gostosa, e de uma estrada futura. Pra onde vou? Vou descobrir aos poucos, a cada pedaço do caminho, pois a pressa de chegar a algum lugar pré definido e determinado, não me levou a lugar algum.

To de volta ao meu canto, de cara nova, como a minha casa e a minha vida.

Sejam bem vindos vocês também! Façam as malas, porque prometo viagens deliciosas....

7.10.07

Oi oi e a depilação...

(a imagem eu recebi de um amigo que sabe que sou fã de pin ups, mas eu não sei de quem é o crédito não....)



Pessoal, ando meio sem tempo de me dedicar ao meu espaço, mas esse texto que eu recebi da minha marida, não podia deixar de postar.

O texto não é meu, nem dela e a autoria é desconhecida... Mas é maravilhoso....

Pra quem curte uma depilaçãozinha básica...

Boa semana pra vocês tb!

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"Tenta sim. Vai ficar lindo."

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render
à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.

Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia
amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer,
porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava
que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria
pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra
fazer, quis fazer direito. - Cavada mesmo.
- Amanhã, às... Deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.


Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque
sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar
chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei,
Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que
nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria
realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De
um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia
gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já
senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que
chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas
a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma
mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma
panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue
mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e
sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a
cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?

- ..é... é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da
Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais
ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De
repente, ela volta da mesinha de tortura com uma esp átula melada de um
líquido viscoso e quente (via pela fumaça). - Pode abrir as pernas.
- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga
cada perna pra um lado. - Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente
em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de
puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que
apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.
Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com
os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso
buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo
supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa.
Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais. - Tudo
ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter
aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar
Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava
que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas
recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas. - Quer que tire
dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia.
Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de
Penélope e dá uma conferida na Abigail. - Olha, tá ficando linda essa
depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração
das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um
pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra
quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça. - Vou dar uma pinçada
aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar
cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia
que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei
esperando novas ordens. - Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de
cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia,
aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara
dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite
com um pesadelo. O marido perguntaria: - Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego
falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com
mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil
cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria
justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem
cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera.

Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou
qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha
pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a
bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a
cortina. - Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais,
vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E
agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merda...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala
isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma
total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a
calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável. -
Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.


Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o
resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria
matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar
contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

Queria comprar o domínio www.preserveasvaginaspeludas.com.br


Filha daquilo foi a mulher que inventou a "cavadinha" .

2.9.07

15 hábitos


Veja 15 hábitos femininos que encantam os homens: ( foi mandado pra mim, por uma gracinha de moço, que eu adoro e que trabalha comigo... com a seguinte instrução: Minha amiga, nós não queremos uma super-mulher com medidas de manequim de capa de revista, queremos é uma mulher de verdade pra ser a nossa mulher!


Os homens adoram ver suas parceiras com lingeries sensuais. Em um relacionamento amoroso querer agradar ao parceiro é um dos pilares para se ter uma relação feliz. Não é preciso muita coisa para despertar um sorriso e aquele brilho no olhar no seu amado.Algumas atitudes bem simples podem fazer com que ele fique ainda mais encantado pela mulher que está do lado dele. Confira uma lista com 15 atitudes que vão deixar seu parceiro "derretido" por você:


1. Fazer com que ele se sinta um herói. Os homens se encantam quando percebem que podem garantir proteção às mulheres. Não importa a situação pela qual você esteja passando, fazer com que ele se sinta um herói e deixar protegê-la faz dele um parceiro mais feliz.


2. Ter mãos suaves. Eles até podem reclamar muitas vezes da vaidade excessiva, mas os homens adoram sentir mãos delicadas acariciando sua pele.


3. Ficar ao natural. Mesmo que você dedique uma hora diária para se arrumar antes de sair para que ele te veja deslumbrante, ele também adora poder curtir os momentos em que você está em casa relaxada, sem maquiagem, ao natural.


4. Ser adorável com crianças. Ainda que ele não se sinta preparado para ser pai, muitos homens ficam encantados quando percebem que suas parceiras têm um instinto maternal aflorado e que elas se derretem quando se deparam com um bebê de amigas ou até mesmo de pessoas desconhecidas.


5. Usar a roupa dele de manhã. Não perca a oportunidade de colocar uma das cuecas dele ou mesmo a camisa que ele vai usar no trabalho. Essa atitude pode ser muito sexy e fazer com que ele nem se preocupe em chegar atrasado no trabalho.


6. Mostrar sua independência.Nada melhor para um homem do que admirar sua parceira. Claro que existem homens que preferem suas mulheres em casa, mas é cada vez maior o número de homens que gostam quando a mulher demonstra paixão por um trabalho.


7. Decorar o ambiente. Eles gostam de lugares aconchegantes, mas muitos não têm idéia de como consegui-los. Extraia o máximo do seu instinto feminino e use a criatividade para tornar os momentos e lugares em que você estiver com ele muito prazerosos.


8. Fazer "biquinhos". Sim, esse gesto de menina mimada quando você não está satisfeita com algo funciona de vez em quando. Só tome cuidado para não fazer manha além da conta ou em situações sérias.


9. Usar sapato alto. Muitos homens se queixam do barulho e do incômodo do salto alto, mas eles também adoram ver como as mulheres ficam elegantes quando usam esse tipo de sapato.


10. Arrumar-se para ele. Eles adoram se sentir importantes e poder "exibir" sua parceira toda linda para os amigos.


11. Vesti-lo para ir ao trabalho. Não se trata de escolher todo dia a roupa que ele vai usar para trabalhar, mas de vez em quando dê um retoque em pequenos detalhes, por exemplo, no nó da gravata.


12. Preocupar-se com detalhes em ocasiões especiais. As mulheres têm uma memória invejável, por isso é muito fácil surpreendê-los em datas especiais. Um cartão, uma lembrancinha são sempre bem-vindos.


13. Apelidos carinhosos. Os casais geralmente costumam criar apelidos criativos como "amorzinho", "chuchu" e tantos outros. Alguns homens gostam desse tipo de mimo, mas se certifique de usá-lo somente quando estiverem sozinhos, a não ser que ele tome a iniciativa e comece a falar em público primeiro.


14. Cenas caseiras. Você não precisa aparecer na frente dele usando um avental, estilo dona-de-casa dos anos 50, para poder seduzi-lo ao preparar uma refeição. Mas, eles gostam de ver os dotes caseiros das mulheres. É como alguns dizem: conquistar o homem "pela barriga".


15. Lingeries sensuais. Se há algo que os deixa muito loucos é quando as mulheres usam lingeries especiais mesmo sem ter uma data comemorativa. Use-as quando você souber que vão pode ter um momento a dois naquele dia.


(que coisa não meu povo.. coisa do tempo da minha avó.... Pior, que algumas dessas funcionam muito bem...rs..)


Eu voltei! Boa semana pra vocês também!

28.6.07

Dúvidas, crianças e Internet...



Mais uma da Mini Barbie...

Eram 15:00 horas. Toca meu celular e recebo a informação da telefonista:

- Sra. Barbie mãe? Um momento que a Sra. Fulaninha do Colégio, quer lhe falar sobre a barbie filha.

Quando alguém da escola de seu filho, que você não faz a mais remota idéia de quem seja, pede pra telefonista te ligar, boa coisa pai ou mãe nenhum esperam. Comigo não foi diferente. Aparentando o maior auto controle, aguardo a transferência da chamada.

- Sra. Barbie mãe? Sou eu, fulaninha do colégio. Tudo bem? Olha queria falar com você. ( A essas alturas eu já estava quase querendo berrar: fala logo criatura, o que é que aconteceu? de onde a barbie filha caiu??)

- A sua pequena está ótima, nada aconteceu com ela. Fique tranquila. O assunto é outro.

- Pois não, disse eu.

- Eu sou da biblioteca do colégio, e a sua filha nos procurou para pegar alguns livros e antes de entregá-los, precisamos da sua autorização.

Eu brincalhona, disse:

- Nossa, ela está procurando um tratado de física nuclear?

A pobre moça, cheia de dedos, evolui:

- (Risos) Não senhora. A sua filha veio até nós, com uma amiguinha, procurando livros sobre sexo. Uma gracinha ela não? Tão desenrolada! A amiguinha toda caladinha, apavorada e ela a barbie filha nos pediu livros que falem sobre sexo, mas foi categórica quando explicou:
- Tia, não quero aqueles que falem das diferenças entre meninos e meninas, porque essas eu já sei. Eu quero algum que me explique o que é SEXO. S - E - X -O. Entendeu? E pode ligar pra minha mãe, porque eu já perguntei pra ela e ela já me explicou, mais eu ainda tenho dúvida. Eu já falei também com outros alunos da minha classe mas não gostei do que eles falaram. Então nos livros eu vou descobrir pesquisando o que eu quero saber. (Viu amiga, não precisa ficar morta de vergonha de falar disso, eu falei, viu...)

A essa altura eu já estava bege e completamente sem saber o que responder pra mocinha da biblioteca. Conversei mais um pouco pra descobrir alguma informação que pudesse ser relevante e disse:

- Vou conversar com ela, mas se elas a procurarem de novo, diga a ela que irei com ela à biblioteca, pegar os livros. E se ela precisar falar comigo por alguma razão, peça para ela me telefonar.

Fiquei passada. O que dizer pra uma barbie na mais tenra infância sobre um assunto assim, onde como pais não temos o manual de até onde eles devem saber nessa idade. No fim, acabei achando bacana, a forma como ela resolveu o assunto, indo diretamente da fonte de conhecimento - a biblioteca. Pensei a tarde toda com os meus botões, liguei pra alguns amigos pra pedir opiniões, à terapeuta dela para me elucidar alguns caminhos e exatamente no início da noite, lá estava eu, na entrada do prédio, fumando um cigarro, aguardando a chegada da pequena infante, da escola. Afinal, esse assunto é um tanto complicado para falar na frente da Barbie Vó, pessoa de outra geração.

- Oi filha.
- Oi mãe! Ih, já sei... (colocando as mãos na frente do rostinho e sorrindo envergonhada). A tia da biblioteca te ligou né?
Eu respondi:
- Ligou sim, filha, mas não precisa se envergonhar não. Agora me fale: o que você quer saber? Que eu não tenha te respondido ainda? Qual a sua curiosidade?
- Sabe mãe, é que a fulana, aquela minha amiga da minha classe, falou pra gente da classe toda, que entrou no GOOGLE e colocou a palavra sexo lá e que viu algumas coisas... E ela falou algumas coisas que você não falou antes mãe. E eu fiquei com um monte de perguntas aqui na minha cabeça, mãe.

Eu rapidamente fiz uma série de perguntinhas bestas pra ganhar tempo de achar as respostas ideais. Expliquei as coisas pra mocinha barbie e quando achei que tudo estava tranquilo e avisei que ela estava devidamente autorizada a retirar os livros apropriados para a idade dela, e me colocando à disposição para ir à biblioteca com ela, veio a seguinte pergunta:

- Mãe, os meninos tem o piu piu pendurado, as meninas tem o buraquinho. O Piu-piu é pra por dentro do buraquinho mãe?
Eu respondi:
- É sim.
- Mãe, mas eu não entendo. Se você disse que sexo é a forma que as pessoas que se gostam e tem intimidade, demonstrar que se gostam, porque eles ficam pelados mãe?
- Eles ficam pelados porque tem intimidade filha. A mamãe não toma banho pelada com você?
- Toma mãe.
- Então. Quando as pessoas tem intimidade, elas ficam peladas filha.
- Então mãe, porque nas bancas de jornal tem gente pelada lá?
- Aquilo é sexo mãe?
- Não filha, não é.
- Mãe, sexo é feio e sujo?
- Não filha, é uma coisa boa, e nada tem de errado ou feio. Quem falou isso pra vc?
- As pessoas no meu colégio mãe. Ninguém pode falar disso. Tem meninas que até apanharam dos pais mãe. Se eu perguntar pro meu pai, também vou apanhar que eu sei.
- Filha, olha. Não é feio, não é sujo e não é ruim. Mas tudo tem a sua hora na vida e é simples assim.
Daí perguntei:
- Você acha bonito, uma pessoa adulta, homem ou mulher, mesmo que seja da família, passarem a mão em você, mesmo que seja no banho?
- Não mãe. Não é bonito. Só quando tomo banho com você é que é bonito.
- Se alguém fizer isso com vc, o que vc tem que fazer?
- Contar pra você mãe. Mesmo que a pessoa fale pra não contar.
- Alguém fez isso com você filha?
- Não mãe. Só você quando vai dar banho em mim. Nem a vovó eu deixo me esfregar de bucha.
- Mãe, então a camisinha serve pra colocar no pim pim que entra no buraquinho? pra evitar ter neném, né?
- É filha. Serve.
- Hum.... Mãe, você faz sexo?

( e fui obrigada a contar uma mentirinha, para não estragar tudo).

- Faço filha. Lembra quando a mamãe namorou?
- Lembro mãe. Você faziaaaaaaaaaaaaaa???
- Todo mundo que gosta de alguém faz.
- Meu tio e minha tia também fazem, mãe?
- Devem fazer filha. Isso é íntimo e pessoal. É como beber água, como matar a fome e dormir.
- Filha, você avisa pra alguém com antecedência quando vai beber água, dormir ou almoçar?
- Não, né, mãe! Nem falo o que eu comi pras pessoas, só quando é muito boa a comida mãe.
Eu sorri e emendei:
- Então, o que é íntimo é assim. As pessoas não falam, porque é uma coisa só sua. E falam só pra algumas pessoas e não pra qualquer um.
- Vamos jantar, mãe? Tô com fome.

Já saiu correndo arrastando a mala e chamando o elevador:

- Mãe, faz um favor? Não fala nada pra minha avó? É um assunto íntimo, né?
- Não, meu encanto, é íntimo e eu não vou falar.

Abriu-se a porta do elevador e sai correndo a garotinha que a instantes atrás parecia uma Meninona Grande.

Respirei fundo e entrei.

O cheiro de bife de panela estava no ar.

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Pais, prestem atenção com os acessos liberados nas máquinas que seus filhos tem contato. A informação chegando sem preparo, causa alguns transtornos para uma criança.
Estamos no século 21, e algumas muitas pessoas, tem o maior pânico sobre sexo. Agora me expliquem leitores:

- Quem é a criatura que diz para os seus filhos que sexo é feio e sujo, enquanto o futuro estamos falando em televisão digital e imagem via satélite?

Talvez por isso e por outras, tenhamos jovens espancando mulheres em pontos de ônibus, e porque se enganaram que ela não era uma prostituta. Tão crianças não? Tão indefesos às cinco da manhã, bêbados e com carro na mão. Coitadinhos. Tão inocentes.

Boa noite pra vocês também.

13.6.07

Novelas e capítulos

Vocês já tiveram a sensação de a sua vida ser uma grande NOVELA? Com roteiro, atores e atrizes, situações, núcleos, e cujo enredo vai acontecendo, escrito a várias mãos? E que os capítulos vão sendo rodados, algumas vezes planejadamente e algumas vezes sem nenhum plano? E que capítulos são escritos em cima da hora, aos 45 minutos do segundo tempo?
A trama acontece de forma simultânea e por vezes eu sou a mocinha e por outras a vilã. E algumas pessoas intercalam esses papéis da mesma forma.
O mais interessante de tudo isso é que de uma maneira ou de outra, os personagens estão intrinsecamente enredados em acontecimentos paralelos, cenas nas ruas de trás, história de bastidores, adaptações de produção, emoção, e tudo mais que cabe em produções deste porte.
Mas o mais assustador dessa trama, é que todas as pessoas vão e voltam....E vivem.

Até as cenas dos próximos capítulos!