28.5.07

Uma obra prima


Leitores, a muito eu tento colocar pra todos os que gostam de BDSM, o que é exatamente este embrólio. Sim é um grande embrólio, pois proporciona as mais variadas gamas de sensações e possibilidades. Porém, uma pessoa bacana a beça, com uma forma de escrever única, postou este texto, pra benefício de nossos cérebros, e que eu solicitei autorização para divulgar.

Aos experientes, lucidez. Aos incautos, aprendam alguma coisa com isto. Aos novatos, usem as dicas como armas ferrenhas de proteção pessoal.

Compactuo em gênero, número e grau com as colocações de Ehdge. Faço das palavras dele, as minhas, a ponto de dedicar um post inteirinho sobre esse tema tão mágico, escrito por tão sábia pessoa.

Meu beijo, moço da arte da escrita.

Justine
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Caros amigos, caras amigas

Vendo as manifestações de vocês com relação ao problema da quebra de confiança relatado por uma sub, me cabe fazer alguns comentários.
O primeiro é de solidariedade à moça, que não conheço, mas que, se de fato enfrentou esta situação (lembrem-se de que isso é internet, e nada é necessariamente o que parece ser), merece o apoio de todos nós.

O segundo é que há que se mensurar causas e conseqüências desse tipo de ocorrência - em toda sua extensão e sem medo de ofender a suscetibilidade de ninguém.
Porque esse tipo de coisa acontece? Porque, dirão os mais simplistas, elas acontecem em todos os lugares, em todas as comunidades humanas: sempre haverá os mal-intencionados, os pilantras, os sem-caráter.

Verdade.

Mas também é verdade que a postura de muitos de nós no mínimo facilita que essas coisas aconteçam, simplesmente porque, mais uma vez, misturamos nossas fantasias com a vida real. E toda vez que isso acontece, algum dano invariavelmente virá – mais cedo ou mais tarde.

Senão vejamos: há dominadores que exigem tudo – absolutamente tudo – dos submissos. Querem controlar não a fantasia, mas a vida. Exigem entrega não em um jogo erótico, mas em tudo. Já vi casos (e me manifestei contra eles) de gente oferecendo deixar o salário nas mãos de um dominador – e dominadores aceitando e, pior ainda, defendendo tal coisa.

Sim, eu sei que vocês vão dizer agora que cada caso é um caso, que há pessoas absolutamente confiáveis no meio, que esse tipo de entrega é possível e permissível e que também faz parte da fantasia da dominação e da submissão.

Pois eu digo em alto em bom som: não é. E não importa se eu (porque nesses aspectos prefiro responder apenas por mim) sou uma pessoa honesta e confiável. Nem por isso uma pessoa que se envolva comigo deve relaxar, especialmente se não me conhece, nos itens que dizem respeito à sua integridade pessoal, seja ela física, emocional ou financeira.

Quando um dominador assume e defende a exigência de uma entrega absoluta, pode estar agindo sem nenhuma intenção de dolo. Mas, inadvertidamente, está sendo conivente com os pilantras e os sem-caráter. Porque se um sub que tem pouca experiência (não apenas no nosso meio, mas na vida) vê essas ordens sendo dadas (e cumpridas), e se ele mesmo as recebe, acabará por toma-las como regra do meio.

Achará que é assim que deve ser, e que sempre devem concordar com a entrega total. E vão passar a dizer sim tanto para um dominador honesto quanto para um pulha. Sabemos que é assim, porque a sede da fantasia nos faz passar por cima de muita coisa.

É por esses e outros motivos que nunca aceitei as argumentações dos colegas quando o assunto é a entrega fora do contexto BDSM. É por isso que nunca acreditei em entregas completas e absolutas fora do contexto da cena, porque essas entregas pressupõem um total relaxamento das regras de segurança individual do sub. Não aceito misturar fantasia com vida real, porque é algo que considero extremamente perigoso. Não acredito em abrir brechas como essa moça abriu, permitindo ter suas imagens capturadas, por ordem ou desejo de um dominador. Pode ser que ela nem soubesse que as imagens estariam sendo gravadas e arquivadas. Isso não a isenta de sua própria parcela de responsabilidade – mas tampouco nos isenta da nossa.

Porque se um dominador exigisse claramente fotografar uma sessão com seu sub, como "prova de submissão", quantos submissos aqui, honestamente, diriam não? E quantos dominadores alertariam para que o sub não fizesse isso? Quantos questionariam o dominador que fez a exigência? Quantos saberiam respeitar os limites não do BDSM, mas da realidade, do bom-senso?

Tenho certeza que muito poucos. Porque essa postura infeliz de exigências descabidas está tão arraigada entre nós, e há tanto tempo, que quase se solidificou como uma regra absoluta. Achamos "normal" que elas sejam feitas. Achamos que é "direito" do dominador faze-las, e "dever" do sub cumpri-las. Aos poucos, fomos (e continuamos) perdendo nossa capacidade de crítica, de análise desapaixonada dos riscos, porque nos acreditamos acima do bem e do mal. Deixamos que nossos personagens sobrepujassem nossas pessoas. Perdemos o chão da realidade – achamos mesmo que somos dominadores o tempo todo, que temos direito de exigir o que quisermos, e não apenas dentro de uma cena.

Não interessa que o sub concorde com isso. Não se trata de ser algo consensual ou não - trata-se de algo fora dos limites de segurança, e segurança real, não do BDSM. Ora, daí a acontecer uma coisa mais séria é apenas um passo – e um passo que, como estamos vendo, há quem esteja disposto a dar.

O que dizemos defender? Que as pessoas pratiquem um BDSM mais seguro?

Mas como podemos sustentar isso ao mesmo tempo em que, arrogantemente, dizemos que nós, dominadores, é que sabemos o que é seguro? Queremos evitar a ação de pessoas mal-intencionadas? Mas como fazer isso, se defendemos o tempo todo que o dominador tem o direito de fazer o que bem entender com o sub, negar o que quiser, conceder o que quiser – abrindo assim o campo para que essas pessoas mal-intencionadas usem isso como argumento para obter aquilo que querem sem o menor esforço?

Como é que podemos nos eximir da culpa de estarmos, todos, confundindo a cabeça dos submissos, especialmente dos mais inexperientes, dizendo a eles para ter cuidado, e ao mesmo tempo para obedecer cegamente a um dominador?

Eu, que sempre fui contra essas posturas de dominação total, me sinto responsável pelas vítimas dos pilantras que pululam por aqui como em todos os lugares. Muito mais deveriam sentir-se aqueles que defendem essas posturas.

E não adianta ficar repetindo o mantra do "eu sou honesto, eu sou confiável, comigo isso não aconteceria" (mantra adaptado pelos subs como "meu mestre é honesto, confiável e jamais faria isso comito").

Eu não estou questionando ninguém quanto à sua honestidade ou confiabilidade. Mas estou questionando a todos pelas suas posturas.
Você tem um submisso há vinte anos, numa relação solidificada em confiança mútua total? Ótimo para você e para o submisso – mas por favor, não se citem como regra – vocês são a exceção.

Vivemos num mundo real. A internet é uma interface desse mundo, e ela não tem filtros contra pessoas mal-intencionadas. Insisto: vocês não são a regra. Vocês podem e devem falar de sua relação, até para que ela sirva de exemplo a ser seguido. Mas não têm o direito de presumir que todos terão a mesma sorte – a grande maioria de fato não tem.

Vocês não devem se esquecer de orientar nos cuidados pelo fato de há muito tempo não precisarem mais deles. Vocês não devem dar orientações erradas, pregando que os subs só serão felizes se obedecerem cegamente e se negarem enquanto pessoas.
Vocês não têm esse direito. Ninguém tem.

Se sua relação deu certo, não quer dizer que a dos outros vai dar. Se você é honesto e confiável, nem todos são. Se você tem coerência e sabedoria para exigir que seu sub cumpra suas ordens sem questionar, nem todos tem tal coerência e sabedoria. Se você jamais usaria seu poder sobre um sub para explora-lo ou prejudica-lo, há outros que o farão sem pestanejar na primeira oportunidade.

Não generalizem. Não confundam. Não apóiem posturas que misturam a fantasia com a vida real. Se não aprendermos a fazer isso, se não revertemos essa postura perigosa que foi assumida e continua sendo defendida por muitos membros, então vamos continuar dando nosso apoio tácito aos canalhas. Vamos continuar facilitando a vida deles. Vamos ser responsáveis, sim, pelo que de ruim advier de tal postura.

Será que nossa arrogância nos tornou tão cegos a ponto de não vermos mais isso?
Praticar BDSM é e tem de ser um exercício diário de cautela. Temos de ter cautela com o que fazemos na cena. Temos de ter cautela com quem fazemos a cena. Temos de ter cautela em separar a cena do nosso dia-a-dia. Mesmo o mais experiente de nós tem de ter a humildade e o bom-senso de agir como o maior de todos os novatos quando a questão é um novo relacionamento.

Ter experiência como dominador ou como sub não isenta nem uns nem outros dessa postura. Não existe instinto, nem aparência, nem conversas ao pé do ouvido que substituam uma exaustiva checagem sobre o outro, uma profunda avaliação dele, uma série de salvaguardas antes que se comece a desenvolver uma relação.
Termino com dois apelos.

Aos subs, que aprendam que têm o direito de dizer não. Que não precisam jamais ir além da cena para provar sua submissão. Que são pessoas, e enquanto pessoas, possuem áreas em suas vidas que são indevassáveis sob quaisquer argumentos – quanto mais por um argumento de fantasia como é o BDSM. Aprendam a se salvaguardar, a se proteger, a não cair em armadilhas para cumprir ordens de um "mestre" cujo poder não pode nunca ir além daquilo que comprometa, sob qualquer aspecto, sua privacidade, seu bem-estar e sua saúde.

Aos dominadores, peço que não se deixem levar pelo seu papel. Não façam exigências descabidas e nem manifestem apoio quando elas forem feitas por outros. Não comprometam seus subs e, principalmente, não confundam os mais novos. Respeitem os submissos enquanto pessoas que eles são. Assumam o título de "mestres", mas no sentido de orientar, de ensinar e de proteger – não no de exigir e de se ofender quando receberem um questionamento ou uma recusa no cumprimento de uma ordem. Saibam ouvir tanto quanto sabem comandar.

E me desculpem pelo tamanho do texto, mas o assunto, para mim, é muito caro e extremamente importante.

Edgeh
Maio 2007

(não sei o autor(a) da foto, mas deixo aqui os "copirights" devidos.)

"A celulite é uma defesa orgânica feminina.
O organismo joga ali, na sua bunda, o excesso de gordura que você come, em vez de entupir suas artérias.
Por isso homens enfartam em maior quantidade que as mulheres."

Eu tinha certeza que havia um motivo...
Deus não seria tão injusto!!!!

Marida, obrigada por tão boa mensagem hoje... VALEU!!!

Boa segunda pra vocês também!


25.5.07

Minhas irmãs!!


Recentemente eu tive algumas experiências marcantes com minhas amigas, com a Barbie filha e a Barbie Vó. Mas o que mais me encanta é a forma como as mulheres estão presentes na minha vida.

Hoje lendo meus e mails, arrumando as caixas, encontro esse texto lindo, que uma das minhas irmãs mandou e que eu desconheço o autor(a).

Mas aos quase 38 anos de vida é exatamente isso... AS MINHAS IRMÃS, mudaram de cidade, mudaram de vida, mudaram de país, mas hoje, vou encontrar uma delas. E é como se nunca houvesse saído de pertinho.

Não tenho exemplos ( sem nenhum feminismo incluído) de grandes homens na minha vida. Mas tenho repetidos exemplos de GRANDES MULHERES.... Raros homens deixaram suas marcas. Na verdade dois apenas. Mas as marcas deixadas pelas mulheres, na minha vida, são inúmeras.



" O Tempo passa.
A vida acontece. A distância separa. As crianças crescem. Os empregos vão e vêem. O amor fica mais frouxo e desaparece. Os homens não fazem o que deveriam fazer. O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. MAS..... As "Irmãs" estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês. Uma amiga nunca está mais distante do que o alcance de uma necessidade. Quando você precisa caminhar naquele vale solitário e precisa fazê-lo só, as mulheres de sua vida estão na beira do vale, impelindo-a a prosseguir, rezando por você, torcendo por você, intervindo em seu favor, e esperando-a de braços abertos no final do vale. Às vezes romperão até as regras e caminharão ao seu lado... Ou entrarão para carregá-la para fora. Amigas, filhas, netas, noras, irmãs, cunhadas, mães, avós, tias, sobrinhas, primas, e a família extensa, todos abençoam nossa vida! O mundo não seria o mesmo sem mulheres, nem tampouco eu. Quando iniciamos esta aventura chamada condição feminina, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante. Nem sabíamos o quanto precisaríamos umas das outras. A cada dia que passa mais precisamos de nós mesmas. "

22.5.07

Wanted!




Barbie filha lançou oficialmente a campanha " Procuro um namorado para minha mãe".
Este movimento já está acontecendo a uns seis meses, e eu me fazendo de loira burra. Vocês, leitores, não fazem idéia, do que uma little Barbie é capaz de fazer, e causar certos constrangimentos para esta criatura que vos escreve. Acompanhem o raciocínio da criatura fofa.

O complô teve início em meados do ano passado, com um movimento curioso:

- Mãe, eu fiz uma listinha dos meus amigos e amigas "legais" do colégio, e que os pais são solteiros ou divorciados, e estou pedindo para os meninos levarem o pai pra escola, pra eu ver a cara dele e se ele for bonito, vou combinar uma pizza com meus amigos pra vocês se conhecerem."

(O perfil estético da pequena Barbie filha, é deveras apurado...)

Não conseguindo engrossar a lista, me vi diante de situações em locais públicos, bastante curiosas:

No Shopping:

- Mãe, olha ali... que moço bonito. Ele tá sozinho, mãe. Olha pra ele, fica paquerando... Esbarra nele sem querer mãe. Vai. Se ele for legal, vc namora ele. ( Detalhe: a pobrezinha quase foi amordaçada pela Barbie Mãe, pois o volume da voz foi tão acima dos decibéis permitidos para a ocasião, que além de pelo menos umas 5 pessoas ao redor, cairem na gargalhada, a pobre vítima da fofura, ficou tão sem graça e tão vermelho, que saiu raspado de perto, todo envergonhado. Afinal, ele só estava esperando a esposa-namorada-sei lá o que sair da loja...)

No Restaurante:
(Com decibéis menores)

- Mãe, tô olhando aqui, mas sabe, não tem ninguém que combina com o seu estilo.
(Apontando pros moços, com o dedinho escondido, apoiado na mesa).
Aquele ali é careca e parece muito velho, aquele ali é muito menino, aquele ali tem cara de nerd... e por aí foi, pra todos os que eram sós e desacompanhados.

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Pensando que a mocinha havia desistido de tal idéia, mal sabia eu, que as idéias da little Barbie estavam ficando mais elaboradas.:

Ontem, eis que ouço, de soslaio o papo com a Barbie Vó:

- Vó, eu já sei sabe. Já pensei algumas coisas, mas o que vai dar certo mesmo pra minha mãe conhecer um namorado. Eu vou montar uma banquinha aqui na porta do prédio e vou colocar uma plaquinha - PROCURO UM NAMORADO PARA A MINHA MÃE: ELA É BONITA, JOVEM, INTELIGENTE, TRABALHADEIRA, LEGAL, E GENTE DO BEM.
Aí, vó, eles escrevem uma cartinha com uma foto pra ela, ela escolhe um e começa a namorar, né?

-Que é isso, barbie neta.! Não pode ser assim não! A sua mãe não é mercadoria pra ser anunciada na calçada. Depois pode aparecer um monte de gente estranha, e a coitada da sua mãe vai sambar pra se livrar desse povo.

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Eu fiquei em choque momentaneamente e depois caí na gargalhada.

Que será que faz uma criatura de tenra idade querer encontrar um namorado pra mãe?

Ela responde sem pestanejar: Ah, mãe... Se você tiver um namorado legal, ele pode passear no parque com a gente e comer pipoca de domingo vendo filme oras...


Crianças....


Alguém tem alguma idéia? Tipo distribuir senha na barraquinha? Contratar um Boyfriend Hunter?


OXALÁ! Cada uma...

Boa semana para vocês também!

Ass: Uma Barbie sem KEN!

9.5.07

DUCA!!

"CARALHO"?

Segundo a Academia Portuguesa de Letras, "CARALHO" é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra.
O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco. Também era considerado um lugar de "castigo" para aqueles marinheiros que cometiam alguma infração a bordo. O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no CARALHO e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranqüilo por um bom par de dias. Daí surgiu a expressão: "MANDAR PRO CARALHO" .

Hoje em dia, CARALHO é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo.

Ao apreciarmos algo de nosso agrado, costumamos dizer: "ISTO É BOM PRA CARALHO"
Se alguém fala conosco e não entendemos, perguntamos: Mas que CARALHO você está dizendo?
Se nos aborrecemos com alguém ou algo, o mandamos pro CARALHO.
Se algo não nos interessa dizemos: NÃO QUERO SABER NEM PELO CARALHO.
Se, pelo contrário, algo chama nossa atenção, então dizemos: ISSO ME INTERESSA PRA CARALHO.

Também são comuns as expressões:

Essa mulher é boa pra CARALHO (definindo a beleza);
Essa dona é feia pra CARALHO (definindo a feiúra);
Esse filme é velho pra CARALHO (definindo a idade);
Essa mulher mora longe pra CARALHO (definindo a distância);


Enfim, não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um "CARALHO".
Se a forma de proceder de uma pessoa nos causa admiração dizemos: "ESSE CARA É DO CARALHO".
Se um comerciante está deprimido pela situação do seu negócio, exclama: "ESTAMOS INDO PRO CARALHO".
Se encontrarmos um amigo que há muito não via, dizemos: PORRA, POR ONDE CARALHO VOCÊ TEM ANDADO?

É por isso que eu posto este cumprimento do CARALHO e espero que seu conteúdo os agrade pra CARALHO, desejando que as suas metas e objetivos se cumpram, e que a sua vida, agora e sempre, seja boa pra CARALHO.

A partir deste momento poderemos dizer "CARALHO", ou mandar a alguém pro "CARALHO" com um pouco mais de cultura e autoridade acadêmica...

E TENHA UM DIA FELIZ!

"UM DIA DO CARALHO"

(Não sei quem é o autor, mas o texto é duca....)



8.5.07

Poesia minha


Quero encontrar a paz na minha alma
E encontrar a luz que me acalma
Quero olhar dentro de mim e não mais te ver
Com olhos dispersos e sem fim

Quero gritar no eco e ouvir sua voz
Quero ser a presa de você, algoz
Sentir a febre e ferver de sol
Perder de novo o prumo

Fechar os olhos e não mais te ver
Ir pra fundo de mim e não perder
O rumo

Abrir a alma e deixar a vida entrar
Respirar fundo e não ter o seu perfume
No ar

Abro a porta e vôo
Troco o passo e corro
Não sei pra onde
Ontem
Hoje
Pronto.

E durmo pra não sonhar mais
Com seu gosto, na minha boca
Com seu cheiro nas minhas narinas
Com seu jeito na minha vida
Com a saudades que me desatina

E ando, com a direção do vento
Me desfaço do desalento
E abraço a alegria da vida

E vejo a tranquilidade
Penso na docilidade
Das mãos que me tocam a alma

Sem ponto.
Sem vírgula.
Completo
Outro ser, sua cara.
Não dá pra escolher

Então enxergo outro ver
E dentro de mim não há espaço mais
Pra tanta gente que chega
E vai.

E você?
Fica, aqui dentro.
Sem eu querer
Nunca mais.
Ata-me
Sinta-me
e morra em mim
O que não deixará de ser
Meu amor
Estará
Aqui.

Venha só. Sem lenço.
Documento.
Só você, pra mim e fim.

Estarei esperando.

2.5.07

Colírio


Dispensa comentários...

26.4.07

Quando..


Quando dá saudades de fazer algumas coisas com quem tem tudo a ver de se fazer, e apenas isso, hoje e em qualquer outro dia, a gente fica brincando de sensações e os resultados são surpreendentes.

Quero sempre esse colo....


Francamente


Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro. E uma banana pelo potássio..
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir o diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos, que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão.
Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem.
O benefício adicional é que, se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia.
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e, enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax.
Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia – dizem os especialistas que para manter sua empregabilidade você deve obrar pelo menos 10 horas diárias - , mais as cinco comendo são vinte e uma, ou vinte e três, se você trabalhar as duas horas adicionais.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia.
Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora – por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma.
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo.
Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo e inovador para manter e renovar a sedução. Isso leva tempo e nem estou falando de sexo tântrico ou kamsútrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação, que, aliás, você deverá ter para com ele compartilhar seus momentos de lazer.
No total, são umas 36 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo!!!
Tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes.
Chame os amigos e seus pais e o bichinho de estimação. Beba o vinho, coma a maçã e dê a banana na boca da sua mulher. Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e, se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um dos três jornais.
Tchau....
Se sobrar um tempinho, me manda um e-mail.
fui...beijos


(ps. autor desconhecido.... mas é dos meus..rs..)

24.4.07

Segunda Feira!


Eis que a Barbie aqui, acorda cedo, Às 7 da matina e sai desembestada a ver lição de casa, cardápio pro almoço, um banho corrido, tasca um terninho pra não pensar em que roupa por, e sai em disparada às 8:40 para o trabalho, já pensando na imensidão de carros na rua, por conta de uma tal greve que viu no noticiário cedo, e o trânsito um caos total.
Meus amigos da CET, não poderiam me deixar atravessar a cidade, vendada, como de costume.
Pego meu carona de outras paragens, chego no escritório e voilá! Eram 9:30 da matina. Reunião, papéis, propostas, pensamentos, retornos, clientes, almoço...
Volto e levo uma CRG e lá seu vai a reunião das 3 da tarde!
Depois de ficar um dia inteiro com um cliente, resolver questões de trabalho e tudo, ainda recebo um telefone do pai da barbie filha. Era só o que me faltava.
Não obstante, me concentro nos milhões de coisas a fazer e quando dou por mim, percebo que entendi uma coisinha besta errada que vai me dar um trabalho gigante, pra com sorte tentar consertar.
Lá pelas tantas, descubro que já são quase oito, e o supermercado vai fechar.
Em disparada sigo num trânsito infernal, serelepe e olhando o relógio, pro super não fechar...
Estaciono, saio correndo, e vou pilotar o carrinho de mão. Prateleiras, produtos( faltam só 40 minutos pro super fechar..) e lá vai Barbie Jus, fazendo a poli position no caixa. Tira, põe, deixa ficar. Não é Jogo de "escravos de jó", mas qualquer semelhança de vida de gata borralheira é mera coincidência. Tira do caixa e tasca tudo ensacolado no carrinho. 21:10. A moça do caixa rosna e o carinha do açougue bate a porta na minha cara. Não deu tempo. HUMPFT!
Põe e tira tudo do carrinho, pro possante da Jujuba e vrrrrum..... O telefone toca. Barbie filha diz do outro lado:
- Mãe, vc vai demorar? Tô com uma dúvida na lição de casa. E já passou da hora de eu dormir e você vai brigar comigo.
Saio em disparada, dando orientações para a pequena Barbie no telefone e desligo. Ligo pra uma amiga querida pra saber se está tudo bem, pra cuidar de umas coisinhas e pronto. Tento dar um beijinho em um ser que não atende o telefone e penso: vou apanhar por isso...Desligo e ligo pra ajudante da Barbie mãe descer que está na hora de retirar as compras do possante.
Eis que pra não amassar nada, tiura tudo de novo do carrinho, bota no carrinho do prédio e TCHRAM! Elevador.
Enrrosca, empurra e o carrinho trvado na roda entra. UFA! São 22 horas em ponto. Entro correndo, vou dar um beijo em Barbie filha e ela sorri assonada e me dá um beijo estalado. Levanta pra tomar água e resolve começar a fuçar todas as sacolas do mercado. Munida de toda paciência maternal, encaminho a pequena insolente até a cama, para o sono dos justos. Volto até a cozinha, tiro tudo de novo do carrinho e vou olhar as coisas e nada como eu gosto. Tiro o paletó do terninho, o salto alto e lá vou eu, sentar no chão e começar a limpar a geladeira. Pego os recados e ligo pra Barbie Vó que teve uma maratona de médicos hoje. Todos os Doutores consultados, tudo lindo no reino da dinamarca, colesterol em dia e um excelente nível de glicose. Mas o papito postiço da Barbie Ju foi ontem tirar cera do ouvido no hospital, porque estava surdo. ( Ainda vou entender o que faz a pessoa passar a tarde num hospital, pra tirar cera do ouvido).
Depois de limpar a geladeira ao gosto de Barbie Ju, hora do armário de compras. Tudo nos trinques. São 23:10. Sento, respiro fundo e como um miojo feito às pressas pra enganar o estômago. Entro na internet e descubro, que tenho a confirmação de uma reunião amanhã as nove em Alphaville.
Bate papo com os amigos, dicas de livros e boas recordações de um dia da semana passada bem bacana. Olho umas fotos e penso: preciso emagrecer.

Vocês cansaram? Relaxem... Amanhã ainda é terça.

Bom descanso pra vocês também!

22.4.07

Por mãos de um amigão...


Numa das listas de discussão a qual eu participo, um membro fez o seguinte questionamento:

"Ser Dominador(a) e submisso(a) faz parte da natureza de cada um ?"

Um outro amigo da lista, sempre tão consciente, mostrou um bom senso gigante na resposta, a qual eu compactuo muito.

Jonh Coltrane, respondeu o texto abaixo(segue na íntegra), e penso que vocês leitores deveriam conhecer outras opiniões além das minhas. Com a devida autorização do autor, gostaria de antemão agradecer por poder partilhar esses pensamentos aos meus amigos leitores.


Grande Borg!
O Senhor das perguntas capciosas.
Estamos falando aqui de poder em sua essência, se pude entender bem a questão.
O que leva alguém a desejá-lo, e o que leva alguém a desejá-lo sobre si. Nasce-se com ele, ou passa-se a querer-lo?
É difícil falar em termos de natureza. Se formos por uma explicação sociobiológica, concluiremos que existem Machos alfa e Fêmeas alfa, indivíduos que nasceram dotados de condições de liderança e a exercerão quase que inconscientemente. E serão seguidos pelo mesmo motivo. A nossa tendência inicial é pensarmos apenas em termos de Machos Alfa, entretanto, não se pode desconsiderar que a supremacia masculina no mundo institucional se deve a uma longa história de domínio social patriarcal, e que existem bons exemplos na história de Fêmeas dominantes e mesmo alguns matriarcados deixaram vestígios sobre a terra. Não podemos confundir a história com a natureza humana.
Ou podemos pensar que nascemos todos iguais, e as estruturas de poder são introjetadas e aprendidas do próprio convívio social "normal", e então transpostos para o BDSM como "recriação" ou "ressinificação" do poder. Parece demoníaco, mas o exercício consensual de poder, abre espaço para formas de exercício de poder lúdicas e dão compreensão de sua natureza, e podem mesmo ser catárticos quanto às relações de poder do mundo em geral. O poder, por mais "tirânico" que seja, que um Dominador exercer sobre uma escrava em estado de consensualidade é infinitamente menos maléfico e opressivo do que o poder inconsentido a que as diversas hierarquias da vida social impõem. Pelo contrário: ao ressignificar, de forma consentida, o ser humano abre espaço para uma vivência saudável com as relações de poder.
Não seria absurdo. O fetiche em si é uma erotização, e o significado etimológico de fetiche é "erotização de um objeto atribuindo-lhe poderes mágicos, ou erótico-sexual". Erotizar tudo é natural ao ser humano, tanto quanto seria erotizar as relações de poder e trazer para o campo sexual.
Isso não equivale a dizer que o Dominador, por exemplo, seria alguém carente de poder que compensaria tendo "escravas". Seria uma dedução rasa demais. Equivale sim a dizer, que o Dominador erotiza e ressignifica o poder (que existe desde no âmbito doméstico ao social) para dentro de sua vida sexual, e procura exercê-lo de forma democrática (com consentimento) sobre alguém identificado com este modo de vida.
Eu prefiro a teoria de estrutura e ressignificação, enquanto ainda não estudei o suficiente sobre a natureza do poder.
Tal qual a criança que busca limites, e segurança na autoridade dos pais, o BDSM oferece ressignificação da relação de poder construída desde pequeno, àquele que opta por submeter-se. E de fato, "estar sob as asas do Dono" pode dar uma sensação de plenitude.
A sua pergunta é muito mais profunda do que você talvez tenha se dado conta, meu grande amigo Mestre Borg.
Sobre as formas de aplicação do poder, as fontes são de fácil obtenção. Temos "O Príncipe" de Maquiavel, sobre como porta-se aquele dotado de poder. E "A Arte da Guerra" que dá uma boa noção de como proceder o comando. São ótimos livros para se "ressignificar" dentro do BDSM e construir noções claras de como praticá-lo, adaptando-os às necessidades específicas da vida BDSM em termos de aplicação e de papéis.
Ainda assim são leituras insuficientes, e tenho ido buscar em outras fontes, modelos sobre como funcionam as estruturas de poder. Foucault é sempre um bom começo, mas ainda estou "verde" nestas leituras para poder tecer qualquer teoria que tenha fundamentação e apelo prático. Tão logo tenha construído algo, estará disponível no blog.
Um abraço do Primo Coltrane."

Linda semana pra vocês também!!

Desenhos da vida privada...



A vida em preto....



e branco....

Inesquecíveis sensações...


Tem momentos que ficam na mente da gente pra sempre... esse é um deles..

20.4.07

TRAIÇÃO FEMININA!!


Marido chega em casa e pega a esposa, na cama, com um garoto, 25 anos, forte, bronzeado, cheio de amor pra dar... arma o maior barraco, mas a mulher o interrompe:

"Antes você deveria ouvir como tudo isso aconteceu... Na rua, vi esse jovem maltrapilho, cansado e faminto.

Então, com pena do estado dele, eu o trouxe para casa. Dei a ele aquela refeição que eu havia preparado para você ontem. Como você chegou tarde e satisfeito com o tira-gosto do boteco... não comeu e eu guardei o jantar na geladeira, lembra-se?

Ele estava descalço, então dei a ele aquele seu par de sapatos que, como foi minha mãe que te deu, você nunca usou.

Ele estava com sede e eu servi aquele vinho que estava guardado... para aquele sabado que vc prometeu mas que nunca chega... pois, num dia ' futebol, noutro poker, noutro pescaria.

As calças estavam rasgadas, dei-lhe aquele seu jeans semi-novo... Ainda estava em perfeito estado, mas não cabia mais em você.

Como ele estava sujo, aconselhei-o a tomar um banho.... fazer a barba, então dei a ele aquela loção francesa novinha que você nunca usou, porque acha fedorenta.

Dai, quando ele já ia embora, perguntou: - Dona, tem mais alguma coisa que seu marido não usa mais?

Nem respondi!!!!!!! Dei logo!!!"

Moral da hist¢ria: Mulher só trai por justa causa!!!

(presente do Cigano na lista de discussão... impagável!)

16.4.07

Tão bão....o diálogo.


Tão bom quando a gente consegue estabelecer um diálogo com alguém que nos importa. Esses dias tive a oportunidade de vivenciar várias dessas situações. Falando recentemente com um amigo, estávamos conversando sobre uma questão de trabalho e me vi surpreendida por uma situação simples: nem sempre quando conversamos algo com alguém, estamos pedindo que a pessoa resolva uma questão por nós. Eu, pessoalmente, gosto muito de trocar idéias ( sejam elas quais forem) e já tenho a minha opinião formada. Troco idéias, apenas para ver se a minha visão pode ou não estar deturpada de uma mesma situação, e normalmente me surpreendo com mais uma forma de pensar. Aprendo tanto com isso! É tão fantástico!
Mas percebo, que nem todas as pessoas tem essa clareza, e tampouco conseguem colocar pra fora, certas coisas que as preocupam, ou apenas coisas que são importantes pra elas.
Ontem aqui em casa, a experiência de bater um papo, conhecer a vida de outra pessoa, enxergar além do próprio nariz e aprender com mais essa oportunidade é maravilhoso. Sexta feira, tive o privilégio de ter uma conversa adorável com uma pessoa linda, que conheci e que tem acompanhado a minha vida e tem sido simplesmente leve e divertido.
Engraçado, como isso nos faz pensar em questões e perceber que muitas vezes, as pessoas que estão perto da gente, estão porque precisamos aprender com elas. E ensinar também. Mas o diálogo, foco desses pensamentos aqui escritos, são de fato o que mais importa.
Nada substitui a graça de um diálogo! Aquela coisa bate e volta, aquela coisa de troca, de aprendizado, de clareza de raciocínio, de transparência de pensamento e sensibilidade. Você ouve e responde, o outro lê e devolve a própria idéia, isso não tem preço. É inenarrável!
Bem aventuradas as pessoas que conseguem colocar pra fora seus pensamentos e principalmente emoções. Que se deixam conhecer. Que abrem as portas. É absolutamente sublime!
Moço"K", RS, RDK, MD, LÍ, Gatíssima da Freguesia, obrigada por terem partilhado momentos tão bacanas, mesmo a kms de distância e um oceano separando. Temperatura do tempo fria. Temperatura da alma, em ebolição.

Boa semana pra todos vocês!!!

Um beijo enorme em vocês fofuxas!

13.4.07

Emoções e Prazeres

Sofrimento X Sentimento
por Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br

Todos falam sobre sofrimento como se falassem de sentimentos. Uma coisa nada tem ver com a outra. “Sentimentos” são estados afetivos produzidos por diversos fenômenos da vida intelectual ou moral. Podem resultar de percepções sensoriais ou representações mentais, nas palavras de uma das melhores definições que já encontrei de Theobaldo M. Santos, no seu livro eletrônico “Ética e Sociedade”.

Segundo Dr. José Carlos F. Diniz Gama, que é médico na Faculdade de Medicina de Sorocaba (PUCSP), o “sofrimento” é algo que nos transmite dor, angústia, desespero, medo, uma série de sensações desagradáveis e que tem como sinônimo a palavra “padecimento”. Sofrimento é uma palavra de origem grega: de sos=orientação e fren=intelecto, ou seja, “orientação da inteligência”. Se fosse mesmo inteligente não sofreria, se emocionaria. Ou então é a prova de que a inteligência está a serviço do mental que pouco sabe.

Significados à parte, vejo o sofrimento como a ante-sala do sentimento. Todas as vezes em que não conseguimos entrar no verdadeiro sentimento gerado por algum fato, entramos no corredor do sofrimento. É aquele momento da sala de espera de um dentista ou de um aeroporto, em que ficamos imaginando situações desagradáveis e que por não terem ainda gerado sentimentos, ficam no universo das suposições causando desconforto, medo, angústia, enfim, ”sofrimento”. É o descompasso da sincronicidade com a vida. É trazer o imponderável para aquele momento. É a mera suposição, na maioria das vezes. Ainda não aconteceu e já estamos sofrendo pelo não contato com o real sentimento que ainda não experimentamos.

Sofremos mais do que nos emocionamos. Se pudéssemos viver as emoções no seu real momento, deixaríamos de antecipar supostas possibilidades de encontrar com determinadas emoções.

Recentemente, tive uma paciente que sofria porque imaginava perder uma pessoa muito querida que já se encontra com as dificuldades da idade. A cada dia, quando lembra, vive a angústia da perda que ainda não ocorreu. Isso é sofrimento. Sentir é interagir com os fatos, com o que eles nos provocam. Isso é sentimento. Sutil, mas possível de compreender.

Quando nos emocionamos estamos emparelhados com os fatos. Quando sofremos estamos distantes do agora, entre imaginar o que aconteceria e relembrar o que aconteceu. O sofrimento aprisiona, perpetua, não dissolve e nem compreende. O sentimento liberta, transforma, nos ensina. O sofrimento nos vitimiza, o sentimento nos intensifica. Sentir é estar por inteiro, sofrer é estar no abandono.

Sofrimento nos leva para o lado ruim das emoções, criando a impossibilidade de poder viver o lado bom delas. Quem sofre se desespera, não tem esperança, não crê. Quem se emociona, tanto vivendo tristeza quanto alegria, amor ou ódio etc., mergulha no que é, pois sabe que mesmo bom ou ruim, esse sentir irá fazê-lo melhorar. Não é o sofrimento que dignifica, como se prega por aí, é o sentimento, a emoção que nos engrandece.

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Impressionante esse texto. Muitas vezes em alguns momentos da minha vida e até hoje me questionei se estava "sentindo" ou "sofrendo". E acabo de descobrir, que na maioria das vezes estava me emocionando e aprendendo.

VOU CONTINUAR ME EMOCIONANDO... sentindo e em algumas vezes até sofrendo.

Mas vou continuar com uma coisa absolutamente importante e que me fez ter sempre muito mais fé em mim mesma: ser verdadeira!

Um brinde às emoções! Elas nos fazem crescer!

Uma linda noite para vocês!


Imperdível

No sexo, a biologia conta menos que a cultura
:: Flávio Gikovate ::


Escrevo com cautela, tentando comunicar exatamente o que tenho conseguido pensar sobre o peso da biologia em nossa forma de ser. Sei do parentesco genético que temos com os mamíferos superiores. Sei também que nosso cérebro foi capaz de produzir uma linguagem sofisticada e, graças a ela, nos iniciamos na mágica do pensar. Tornamos-nos conscientes de nossa condição mortal, formamos juízos de valor, construímos regras de vida em comum. Sabemos programar o futuro e imaginar situações inexistentes. Passamos a ter alma (mente, razão): o fruto da atividade cerebral se distanciou de tal forma das suas reações químicas que temos a sensação de que pensamos com autonomia. Não interessa aqui discutir se a alma sobreviverá ao corpo; não é o nosso tema. Porém, enquanto vivos, temos a sensação de que possuímos esta entidade imaterial responsável pelas nossas reflexões e também pela comunicação que estabelecemos uns com os outros.

Nenhum animal possui nada que se assemelhe à nossa alma. O cérebro, ao ser capaz de gerar pensamentos, nos distanciou radicalmente dos nossos ancestrais biológicos. Creio que somos mais “filhos de Deus” do que “primos dos macacos” (acho isso até mesmo se Deus não existir!). Assim, não considero os zoólogos como pessoas indicadas para falar de nós. Há um abismo qualitativo que nos diferencia dos macacos mais sofisticados.

É claro que somos influenciados pelas nossas propriedades biológicas, já que elas interferem no processo de pensar, que se passa no cérebro (e que está sob a influência dos hormônios e de tudo o que se passa no corpo). Porém, não creio que somos escravos de tais propriedades. Elas definem tendências e não devem ser entendidas como ordens: possuo um desejo sexual desencadeado pela visão de um belo corpo feminino, mas não sou obrigado a ir atrás dele e atracá-lo a qualquer custo. Tenho vontade de bater em alguém mais fraco e que me ofendeu; mas não sou obrigado a agir assim. Tenho razão e discernimento para decidir se vou - ou não - acatar os meus impulsos naturais.

Tratar nossos impulsos biológicos como ordens está a serviço das piores causas. Sustenta a tese de que a infidelidade sexual masculina está a serviço da perpetuação dos genes dos mais fortes; que em sociedade os mais dotados - física ou intelectualmente - têm direito de massacrar e oprimir os mais fracos e tudo o mais que se queira validar. Privilegiar a biologia implica em descaso pela nossa razão e sua força. Isso defende a idéia de que as pessoas imaturas - e que não têm controle sobre suas emoções e sentimentos - é que estão certas e são a obra máxima da nossa espécie. Negar a potência e o vigor da razão é negar nossa capacidade de autogestão, de podermos ser senhores de nós mesmos.

Felizmente, a verdade não é essa. Os próprios padrões culturais seculares são periodicamente reformulados por nossa razão sempre atuante. O planeta que habitamos não é o mesmo dos macacos e fomos nós que o construímos (para o bem e para o mal). Mudamos o planeta e nos adequamos às novidades que inventamos. Nos 40 anos que venho trabalhando, assisti a várias mudanças inesperadas na história sexual da nossa espécie. Cito duas: o fim abrupto e inesperado do que se chamava de tabu da virgindade e o surgimento do “ficar”. A emancipação financeira das mulheres (derivada inicialmente do fato dos homens estarem no front militar ao longo da segunda grande guerra) e mais a invenção das pílulas anticoncepcionais provocou, em poucos anos, uma dramática alteração no padrão cultural milenar que exigia que as mulheres se mantivessem virgens até o casamento. O “ficar”, inventado pelos adolescentes, fez com que meninos e meninas da mesma faixa etária e mesma condição sócio-cultural se encontrassem sexualmente sem nenhum tipo de compromisso futuro, fato inesperado até por aqueles que, como eu, estavam atentos às possibilidades de mudança.

Assim, não cabe responsabilizar nem a biologia e nem mesmo os padrões culturais tradicionais pela nossa inação. Não podemos mudar o mundo, mas somos livres para mudar nossas vidas. Sugiro, para começar, duas mudanças:
1. Que os rapazes mais bem formados emocional e moralmente podem parar de invejar os paqueradores profissionais, aqueles que substituem as experiências qualitativas com parceiras escolhidas por afinidades pela série interminável de conquistas eróticas fundadas em mentiras sedutoras. Ficam com o que há de pior: as primeiras relações (onde todos estão um tanto desajeitados) e o desejo de sumir da pessoa logo que o desejo se sacia - já que ele era o único fator de atração.
2. que as moças mais maduras sejam mais discretas e não se deixem escravizar pelo exibicionismo tão ao gosto daquelas que costumam usar seus poderes para obter benefícios de toda ordem. São duas sugestões fáceis de serem implementadas e que estão em franca oposição a todos os padrões da cultura atual, fundada no consumismo (e no lucro das grandes empresas) mais do que na nossa felicidade. Elas são só as primeiras de uma enorme lista de sugestões que ainda pretendo fazer, todas elas possíveis de serem postas em prática imediatamente pelas pessoas de boa vontade e que sejam portadoras de uma razão atuante. Não podemos mudar o mundo, mas podemos, sim, mudar nosso destino individual.

3.4.07

Inspirador


SEM COMENTÁRIOS!

2.4.07

Barbie Domme



Eis que Hoje, se eu tivesse um escravo, pobrezinho.! Iria judiar do pobre coitado e tascar-lhe uma baita de uma bela surra. Por isso não tenho escravos, porque quando eu fico brava, mas brava mesmo, mas muito mesmo, não tem nada de consensual.

Que que é?

VAI ENCARAR???

Boa noite só se for pra vocês....

1.4.07

O jantar está servido - Parte II

(créditos da foto pro indominável sub)

É PRECISO que seja doce, que me ofereça a sobremesa, que tenha a ternura de cuidar-me e o desejo de manter-me. Que saiba alimentar-me de força, de alegria, de docilidade e calma. Que me dê amor e afeto de alimento. Amizade de bebida. E saiba acima de tudo, ser um Homem, pra que eu me ajoelhe e beije seus pés. Se assim for, ele certamente merecerá meu amor e minha devoção.